Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 08/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, observa- se que mesmo com a criação do Ministério da Saúde ,pelo presidente Getúlio Vargas, ainda é possível identificar obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Hodiernamente, a pandemia do novo coronavírus e a negligência do Estado, impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é notório que a saúde é um dos fatores principais de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de saúde eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido no atual cenário mundial de pandemia do novo coronavírus. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) , com a pandemia do coronavírus os índices de doadores nos hemocentros brasileiros reduziu-se a 7,5% da população brasileira, número que outrora chegava a 20%. Dessarte, com a redução do número de doadores, a população que é refém dos hemocentros brasileiros ficam sem a capacidade de usufruir do direito à saúde e ao bem-estar, direitos esses, que são garantidos pela Constituição Federal de 1988.
Faz-se mister, ainda, salientar a negligência do Estado brasileiro como impulsionadora do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações econômicas, políticas, sociais em consonância com a negligência dos Estado nacionais são características da " Modernidade Líquida" vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é fulcral analisar que o Estado brasileiro possui o maior sistema de saúde pública do mundo, o SUS (Sistema Único de Saúde), segundo o Departamento de Saúde da ONU, porém, é um dos países que menos investe em políticas de incentivo à doação de sangue. Assim, é inadmissível que esse contexto continue a perdurar.
Infere-se, desse modo, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a situação. Logo, o Estado, por meio do Ministério da Saúde deve promover a criação do fundo de investimento aos hemocentros, visando a construção de casas de apoio a pacientes e doadores e junto as secretarias de saúde deve instituir hemocentros nos municípios e comunidades rurais. Nesse sentido, o fito que tal ação é aumentar o número de doadores de sangue.Somente assim,esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador," Na mudança do presente a gente molda o futuro".