Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 17/12/2020

O número de brasileiros doadores de sangue cresceu nos últimos anos. Entretanto, as doações, ainda, são insuficientes para atender a demanda. Esse problema, cujas causas se relacionam, sobretudo, com a falta de informação, de grande parte da população, sobre como funcionam as coletas de sangue e com o preconceito de que homens homossexuais sejam doadores, geram consequências como o baixo estoque de bolsas de sangue nos hemocentros.

Em primeiro análise é importante ressaltar que o desconhecimento do processo de coleta é um empecilho à doação de sangue. Nesse sentido, é válido citar o medo, que muitos brasileiros têm, de contrair doenças, de sentir muitar dor ou de passar mal ao doar sangue, o que indica a falta de conhecimento acerca do assunto. Ademais, cabe pontuar que o preconceito com homossexuais contribui para a falta de bolsas nos hemocentros, já que essa parcela da população é considerada mais suscetível à doenças como, AIDS e hepatite, sendo assim impedida de ser doadora. No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que evidências que comprovam que pessoas LGBTQ+ podem transmitir mais doenças são escassas e se baseiam no que os médicos chamam de ‘‘comportamento de risco’’. Dessa forma, proibir  gays de serem doadores corrobora para que as doações não sejam suficientes para atender a demanda.

Em decorrência disso o estoque de bolsas de sangue, nos hemocentros, continuam baixos, o que prejudica situações de urgência e emergência. De acordo com o coordenador da Pastoral da Saúde, Alex Gomes, no Brasil, a cada dois segundos uma pessoa necessita de transfusão sanguínea para sobreviver. Devido a isso, é de grande importância que os bancos de sangue estejam sempre abastecidos.

Medidas, portanto, tornam-se necessárias para garantir que doações atendam a demanda de sangue, no Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal, com auxílio do Ministério da Saúde, deve destinar recursos para a realização de campanhas publicitárias, nas mídias sociais, com o intuito de informar a população brasileira, assim como esclarecer dúvidas sobre o funcionamento das doações e assegurar a segurança do processo. Além disso, é preciso que normas que impedem homossexuais de doar sangue sejam retiradas das portarias do Ministérios da Saúde, já que essas são mais uma forma de preconceito com a população gay, já que homens héteros, também, podem ter o ‘‘comportamento de risco’’ que impossibilita a doação. Com isso, o estoque de bolsas de sangue será mantido e vidas serão salvas.