Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/12/2020
Indubitavelmente séria desejavel que, em pleno século XXI a questão da doação de sangue não fosse ainda um grande obstáculo a ser enfrentado.No entanto,de acordo com o Ministério da Saúde, há no Brasil somente dezesseis doadores para cada mil hábitantes,já que, apesar das mudanças na lei que permitiram o aumento do número de doadores ainda existem muitos motivadores que se tornam um empecilho.É,pois,nocívo destacar como fatores culturais e o preconceito provocam tal problema.
Inicialmente, é fundamental enfatizar como aspectos de informação e cultura representam entraves contra as campanhas de doação. Segundo o site Gov, fatores como religião, conduta de risco e qualidade de vida de possíveis voluntários, são as principais motivações que interferem na decisão sobre se tornar um doador. Nesse viés, é inaceitável que um país membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê saúde em suas metas até 2030, o Estado não faça nada para mudar essa conjuntura e permita que apenas 1,6% da população seja doadora.
Além disso, é importante salientar que o preconceito contra os homossexuais também contribui para a atual conjuntura.Infelizmente, tal fato impediu que esses cidadãos fossem proibidos de doar sangue até em maio de 2020, quando o Supremo Tribunal Federal (STF), considerou esse impedimento inconstitucional, por fazer distinção a partir da orientação e não apenas do comportamento sexual.Sendo assim,é incoerente que mesmo tendo na sua Constituição Cidadã toda garantia de igualdade , isso tenha ocorrido tardiamente.
Depreende-se , portanto, que fatores culturais e o preconceito são as principais causas desse lamentável cenário. Desse modo, o Ministério da Saúde deve promover políticas públicas ,por meio de verbas governamentais , com campanhas divulgadas pela mídia acerca da importância da doação de sangue , bem como os mitos relacionados ao procedimento. Espera-se, com isso, que os índices de doadores aumentem no decorrer dos anos.