Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Têm ocupado a cena social as discussões acerca dos obstáculos para a doação de sangue no Brasil. É possível afirmar que os fatores que dificultam a doação de sangue na cultura verde e amarela dão-se, principalmente, por falta de conscientização e políticas nas escolas que estimulem os alunos a doarem e pelos mitos presentes na sociedade, o qual acaba por criar estigmas a respeito do gesto solidário. Diante dessa perspectiva, são necessários recursos capazes de sanar esses problemas.

Deve-se pontuar, de início, o papel das escolas na formação crítica para o estímulo à doação de sangue. De maneira análoga ao pensamento do educador Paulo Freire, a conscientização- fundamentada no altruísmo- é o caminho para o despertar da criticidade, além de garantir autonomia e consciência social. Entrentanto, diferentemente ao pensamento de Freire, o Ministério da Educação- por sua vez- falha perante ações e políticas públicas no que tangem o desenvolvimento de materiais didáticos para as  escolas que aproximem e que instiguem os alunos a doarem. Logo, enquanto a carência de programas educativos que incentivem a doação for regra, a consciência social será exceção.

Ademais, a visão errônea do processo de doação de sangue também torna-se fator determinante para a doação. Similarmente ao período pré-socrático, a sociedade e suas derivações eram explicadas por meio do mito, o qual posteriormente seria substituído por um pensamento baseado na ciência e realidade. Nesse sentido, assim como na sociedade pré-socrática, substancial parcela dos brasileiros possuem uma representação falsa e simplista, da mesma forma que o mito, acerca da doação de sangue. Por conseguinte, o ato de doar acaba por ter valorização social negativa, uma vez que sua importância é deturpada em função de estigma.

Portanto, o Ministério da Educação, conjuntamente com o Ministério da saúde, devem desenvolver programas de incentivo e desmistificação da doação, por meio da distribuição de instruções educativas nas escolas, com objetivo de desenvolver futuros doadores críticos e altruístas.