Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Muito se tem discutido acerca da doação de sangue, um ato solidário que permite salvar vidas. É inegável que os números de doações são baixos em relação à necessidade de transfusões, devido à falta de conscientização da sociedade sobre a importância de ser doador e a uma herança cultural na qual a sociedade não debatem sobre o assunto em questão.
Em primeira análise, o Sistema Transfusional Brasileiro baseava-se na doação remunerada. Com isso, criou-se o Programa Nacional de Sangue (pró-sangue), com a finalidade de melhorar a qualidade do sangue captado e proibir a remuneração com o intuito de que os indivíduos fossem doadores voluntários. Entretanto, não se teve um aumento nas doações, seja por consequência da burocracia que se tornou doar sangue, seja pela exclusão de parte da população, como LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transgêrenos) geradas pelo novo programa.
Outrossim, é válido salientar que ser doador de sangue trata-se de um processo de fundamental importância para o funcionamento de um hospital ou centro de saúde, que visa melhorar a qualidade de um indivíduo que necessita desta transfusão. Contudo, este ato é ignorado diariamente, pois não se tem um debate desta pauta no ciclo familiar, escolar e muito menos social vigente, tornando-se um tabu para a maioria das pessoas por não terem informações suficientes desta prática. Logo, fica evidente o quanto a fata de interesse social e a intolerância quanto ao tipo de gênero prejudica a saúde pública e deixa escassos os futuros bancos de sangue.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que o número de doadores aumente. O Estado, por meio do Ministério da Saúde e Educação devem criar palestras informacionais em escolas e hospitais sobre a necessidade e a importância de ser um doador voluntário, favorecendo o programa ja existente pro-sangue, e estimulando a doação consciente, para que assim, a sociedade tenha informações quanto a relenvancia de ser doador e que esse tema não seje considerado um tabu as gerações futuras.