Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 09/03/2021
A partir dos estudos genéticos e avanços médicos, foi possível a primeira transfusão sanguínea bem sucedida. Entretanto, o processo de doar sangue depende de diversas medidas que garantam a compatibilidade entre o doador e receptor, pois, se esta não existir, o sistema imunológico combaterá o sangue inplantado causando maiores problemas. Deste modo, deve haver uma seleção do sangue ideal para cada necessitado, o que causa um atraso nos processos de coleta. Além disso, o Brasil não tem a cultura de doar sangue seja pela falta de conscientização seja pela burocracia.
Em primeira análise, a massa da população brasileira não conhece os requesitos ou tem receio, devido a difusão de informações falsas, de ser doador. Dessa forma, por não conhecerem, ocorre um intenso mau aproveitamento da capacidade de abastecimento dos hemocentros no país pela falta de sangue. Enfim, um exemplo desses mitos se expressa na instituição reguladora da qualidade do sangue, na qual, homossexuais podem doar apenas após um ano de abstinência sexual enquanto o tempo para relações heterossexuais é reduzido. Assim, se torna perceptível que a doação sanguínea é cercada por mitos e preconceitos, logo, para que haja um aumento nas reservas de sangue, as doações devem abranger um maior público.
Em segunda análise, os orgãos reguladores da qualidade sanguínea definem padrões para a coleta de sangue que asseguram uma proteção para o receptor, assim sendo, reduz as chances de o sangue transplantado causar maiores problemas a alguem que ja esta afetado. Todavia, esse processo de restrição de doadores desmotiva e reduz seu número. Um exemplo dessa burocracia são alguns requesitos para doar e a falta de locais com devida infraestrutura, não havendo locais de doação na maioria dos pequenos municípios. Adjascentemente, não tomando como principal fator, a maioria dos brasileiros não conhece seu tipo sanguíneo, e, em situações de emergência, será aplicado o sague dito universal, sendo esse, o mais escasso e requesitado. Concluindo, os impecílios para a doação de sangue não são limitados a valores mas também à falhas governamentais.
Portanto, é notável que a doação de sangue no Brasil enfrenta graves obstáculos que depreende na redução do volume dos hemocentros. Então, a Mídia deve conscientizar e incentivar a população por meio de campanhas publicitárias, que possuam uma linguágem acessivel para um maior alcance, a fim de aumentar o número de doadores. Em resumo, tomando o fato social de Durkheim, a doação poderá passar de um “fato social patológico”, que é aquele desequilíbrio temporário para um “fato social normal” que é cotidiano.