Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 23/04/2021

A Constituição da República Federativa Brasileira, Carta Magna de 1988, em seu artigo sexto, garante uma série de direitos sociais. Dentre eles, está o direito à vida juntamente com todos os elementos que o permitem. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe, no cenário brasileiro atual, não é a implantação desse direito na prática, visto que, o país vem enfrentando sérios obstáculos para a doação de sangue. Nesse contexto, fica evidente que alguns fatores contribuem para a persistência desse problema como: uma ausência de políticas públicas e uma falta de conhecimento social acerca do tema.

Em uma primeira análise, é importante ressaltar que o descaso das políticas públicas presente na questão é um enorme contribuinte. Sobre isso, Abraham Lincoln, importante personagem da política americana, disse, em seus discursos, que a política é serva do povo e não ao contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma incompetência da política brasileira, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas em relação à doação de sangue no brasil, fazendo com que a resolução do problema se torne cada vez mais dificultada.

Além disso, cabe enfatizar que a falta de conhecimento social acaba moldando alicerces para tal conjuntura. Nesta perspectiva, o Educador Paulo Freire defende que a educação sozinha não transforma ninguém e, sem ela, tampouco a sociedade muda. Em se tratando das dificuldades para aumentar a quantidade de bolsas de sangue nos hemocentros, é possível perceber que o pensamento de Freire se fundamenta, pois a sociedade atual não apresenta uma carga educacional acerca de como funciona a doação e acaba contribuindo para os índices baixíssimos de doação caírem cada vez mais.

Portanto, diante do exposto, e tendo em vista os obstáculos para a doação de sangue, torna-se dever do Ministério da Saúde, em parceria com o Governo Federal, promover um projeto sócio-educacional para a população brasileira, por meio de oficinas, palestras e rodas de conversa para ampliar o conhecimento populacional acerca do tema. O projeto deve ter nível nacional com palestras ao vivo nos canais de comunicação e também deve ser trabalhado nas escolas públicas do país. Para assim, vencer os obstáculos para a doação de sangue e desenvolver a educação necessária imposta por Paulo Freire