Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 23/06/2021

O jogador português de futebol, Cristiano Ronaldo optou por não fazer tatuagens para continuar doar sangue aos hemocentros. No entanto, essa atitude não é realizada no Brasil e os objetivos para a doação de sangue se perpetuam. Dessa maneira, a falta de incentivo governamental e consciência social corroboram para essa temática.

Em primeiro plano, deve-se considerar que a falta de informação acerca da doação de sangue contribui para persistir essa problemática. Sob esse viés, as autoridades não cumprem seu papel, uma vez que, não propagam conhecimento por meio da mídia a respeito da importância de doar sangue, mantém-se inerte, contribuindo para o descaso populacional quanto ao cuidado que se deve ter. Assim, ignoram ações que podem formentar políticas educativas para reverter esse quadro.

Ademais, defende-se a falta de consciência social como coadjuvante no agravamento do revés. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) o ideal para um país ser considerado doador é entre 3% a 5% da população, entretanto menos de 2% da nação é contribuinte aos hemocentros. Dessa forma, os dados mostram que a sociedade não tem empatia ao próximo, negligenciam os sentimentos e os pensamentos dos outro. Isso mostra que a falta de estoque sanguíneo é mais uma característica  de pontuar uma nação egocêntrica.

Por fim, diante dos desafios supramencionados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério Público, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas - por meio de cartilhas virtuais e curtametragens a serem veiculadas nas redes socias - a fim de orientar aqueles que se adéquem aos requisitos para doar, sobre a importância da participação nos bancos de coleta. Somente assim, poderá-se  caminhar a um pensamento como ao Cristiano Ronaldo.