Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 24/06/2021

Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, redigiu um poema chamado “No meio do caminho” que retrata de modo figurado os impecílios da jornada da vida para a sociedade. Analogamente, os obstáculos para a doação de sangue no Brasil, não ajudam o âmbito social a continuar a progredir, logo, esses problemas são causados tanto, pela falta incentivo e informação quanto, pelas restrições com pessoas homoafetivas para a realização dessa ação.

Sobre o referido exposto, segundo a OMS apenas 1,8% da nação canarinha exerce esse ato pró-vida, que é a doação sanguínea. Desse modo, fica explícito a desvalorização e descaso do estado, perante o investimento na área de divulgação e estímulo sobre os benefícios de doar sangue. Em síntese, de acordo com o jornal O Globo, o governo inglês passou a divulgar para onde foi o sangue do doador, quantas vidas ele salvou e como ajudou com suas doações, decerto, essa proposta da Inglaterra engaja o crescimento exponêncial da democratização da vida. Indubitavelmente, faz-se mister que o Ministério da Saúde e o Governo Federal mude essa postura de maneira urgênte.

Ademais, é imperativo ressaltar que nos anos 90 a Organização Mundial da Saúde declarou que os homossexuais são “grupos de risco”, por conta do aumento de infecções pelo vírus HIV. Por conseguinte, o Brasil pelos mesmos motivos que a OMS, excluiu o grupo LGBTQIA+ de doar sangue, pois, só poderiam contribuir se estivessem a 12 meses sem ter relações sexuais, como se heterossexuais não pudessem ter AIDS e transmiti-la. Então, se torna claro o pré-conceito para dificultar o oferecimento de sangue para a população, deixando nítido o descaso governamental pela causa.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter os obstáculos para doação de sangue no país. Dessarte, com o intuito de mitigar essa postura antidemocrática para com a continuidade da vida o Ministério da Saúde, deve aplicar mais verba para a divulgação da importância de se doar sangue através de propagandas nas mídias, debates nas redes ao vivo e outdoors, além de aplicar as iniciativas inglesas, citadas acima, para que a comunidade exerça esse ato de soliedariedade com maior frequência. Em segunda instância, o Ministério da Saúde deve também em conjunto do Governo Federal e faculdades públicas investir no desenvolvimento de melhores tecnologias para averiguações do doador e de sua qualidade sanguínea para que por fim, todo possam doar, o número de voluntários aumente, o pré-conceito caia e aqueles que precisam de transfusões sejam ajudados da melhor forma.