Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 17/08/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Todavia, os obstáculos para doação de sangue fazem com que este ideal iluminista seja utópico, o que se mostra um grave problema. Com efeito, a ineficiência do Estado, bem como a indiferença dos indivíduos se configuram como entraves a serem superados.

Diante desse cenário, segundo o filósofo alemão Friedrich Hegel, é dever do Estado proteger seus´´filhos``. No entanto, embora o Brasil busque torna-se um país desenvolvido, as ações governamentais de estímulo ao ato de doar sangue são incapazes de sensibilizar os cidadãos, visto que conforme o site de notícias R7, a contribuição de sangue caiu 15%, em relação aos outros anos, o que ao encontro do que foi proposto por Hegel. Desse modo, enquanto o Estado não tiver iniciativas capazes de estimular a doação de sangue, não será possível aumentar o número de doadores, para atingir o que a demanda exige.

Outrossim, vale ressaltar que Adam Smith -considerado o pai do liberalismo- entendia que apenas a busca pelos interesses pessoais levaria a sociedade ao progresso, de sorte que a benevolência humana representaria fraqueza. Ocorre que, no Brasil, o egocentrismo idealizado por Smith ainda se perpetua na contemporaneidade, na medida em que substancial parcela da população é indiferente à necessidade de adesão aos projetos de doação de sangue. Logo, é incoerente que, o individualismo continue sendo a regra.

Verifica-se, portanto, que para superar os obstáculos da doação de sangue, o Ministério da Saúde, deve desconstruir o pensamento individualista, através de políticas e campanhas públicas que estimulem os indivíduos a doar, essa atitude poderia se chamar ´´Doe sangue e salve vidas. Essa iniciativa teria a finalidade de aumentar a oferta de sangue nos hospitais e de aprimorar a eficiência do Estado em proteger seus ´´filhos e cumprindo, assim, o ideal proposto por Hegel.