Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 29/08/2021

O sangue é o principal transportador de substâncias para os órgãos, e vital para o funcionamento do organismo. Apesar de tal importância, os hemocentros ainda sofrem com baixa do estoque sanguíneo, o que é muito preocupante, uma vez que o sangue é crucial para a manutenção da vida humana. Nesse sentido, os obstáculos para doação sanguínea no Brasil são agravados pela ausência de informação, juntamente com a apatia social.

Em primeiro plano, a falta de conhecimento contribui diretamente para a complexidade do problema. Sob essa ótica, entra em foco o pensamento do filósofo Arthur Schopenhauer, que defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica a causa do problema, se as pessoas não têm acesso a informações, como os locais de coleta de sangue, a importância da doação, as técnicas utilizadas para remoção sanguínea, e os cuidados a serem tomados pré e pós o ato, os indivíduos terão sua visão limitada, o que dificulta a resolução dos obstáculos enfrentados.

Ademais, a carência de empatia do corpo social é mais um dos fatores que agravam o impasse para doação de sangue. Acerca disso, o sociólogo Zygmunt Bauman defende em sua obra “Modernidade Líquida”, que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Isso se comprova ao analisar os dados da revista “Super abril”, que revela que menos de 2% da população brasileira realiza a transferência do plasma. Logo, é evidente que uma grande parcela dos indivíduos do Brasil agem de maneira egoísta e carecem de empatia àqueles que precisam das bolsas de sangue.

Portanto, estratégias são necessárias para combater os entraves da doação de sangue. Para isso, o governo federal deve criar, por meio do Ministério da Educação, um projeto com campanhas informativas sobre o compartilhamento do plasma, a fim de orientar a população acerca dos locais de doação, como é realizada a coleta, e quais cuidados que se deve ter antes e após a doação. Essas campanhas serão transmitidas por intermédio de meios de comunicação de grande alcance, como a televisão para que um grande número de pessoas se conscientize sobre a importância de ser um doador. Desse modo, o baixo estoque sanguíneo pode deixar de ser uma preocupação nos hemocentros.