Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/10/2021

Durante a Segunda Guerra Mundial, a possibilidade de transfusão sanguínea gerou grande expectativa, visto que reduzia o número de mortos e se alcançava um novo tratamento médico. Neste sentido, essa evolução para a área da saúde tem contribuído para a recuperação de pacientes em todo o mundo, porém, no Brasil, encontra dificuldades associadas à ausência cultural de doação e de infraestrutura. Logo, analisar tais problemas é necessário para que se busque soluções.

Em primeiro plano, vale destacar a falta de uma cultura de doação de sangue. De forma histórica, o Brasil não passou por trajédias nacionais que estimulassem uma doação massiva do fluido, como o Japão e os Estados Unidos, o que torna a ação pouco habitual e vista como não prioritária pela sociedade. Desse modo, doar só se torna uma possibilidade quando alguém próximo precisa do sangue e, em grande parte, os estoques estão baixos para atendê-lo. Esse fato é ressaltado pelos dados da Organização Mundial da Saúde, nos quais relatam uma taxa de doadores, no Brasil, de 2%, número abaixo do mínimo estipulado pela instituição que é de 3%.

Em segundo lugar, a falta de uma infraestrutura nacional também compromete as doações. Vinculado à ausência de estímulo popular, nota-se a carência de hemocentros fora dos centros industriais, o que compromete a doação de pessoas do interior, já que precisam se deslocar por longas distâncias, muitas vezes, por falta de um local adequado. Segundo o Ministério da Saúde, o país possui 27 hemocentros, o que confirma, a dificuldade de doação em um território tão grande.

Portanto, assim como a doação de sangue foi uma importante evolução médica, hoje ela deve ser ressaltada com o mesmo prestígio. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com instituições privadas, deve fomentar a adesão dessa atitude no Brasil, por intermédio de carretas com estrutura para doação, como médicos, enfermeiros, cadeiras e refrigerador - essas irão para o interior e encaminharão as coletas aos hospitais e hemocentros que precisam-, a fim de estimular a doação de sangue, gerar informação e evitar o longo trajeto. Ademais, as redes sociais devem elaborar campanhas que acarretem a curiosidade e adesão dos jovens e adultos à doação do fluido, por meio de enquetes, propagandas e curiosidades sobre a doação no Brasil, visando aumentar essa hábito no país.