Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/09/2021
“Greys Anatomy” é uma série médica que retrata a dificuldade enfrentada por um paciente que precisa urgentemente de doação de sangue e carece encontrar um doador compatível com seu tipo sanguíneo. Com essa obra, revela-se as adversidades da falta de oferecimento de sangue para a vivência do indivíduo em sociedade. No entanto, nota-se a irresponsabilidade humana no que tange à doação sanguínea no Brasil. Nesse sentido, percebe-se que a temática espelha um contexto desafiador, seja em razão da desigualdade enfrentada pela vítima, seja pela carência de incentivo estatal. Primariamente, é inevitável destacar a segregação social como bloqueio para a resolução do problema. Conforme defendido por Jason Lima- linguista brasileiro- existe uma classe dominante na sociedade, a qual impede a ascensão dos grupos menos favorecidos, dificultando o seu acesso à recepção de sangue. Nesse contexto, fora da hipótese, observa-se que a teoria é uma realidade enfrentada no Brasil, visto que a comunidade socialmente desfavorecida recebe as migalhas da elite social. Isto é, enquanto a alta classe obtém saúde de qualidade, com fácil acesso à banca de sangue, os mais pobres ganham uma saúde precária, sendo incapaz de receber o sangue que necessita. Como consequência, os índices dos receptores sanguíneos tornam-se cada vez menores, segundo o Ministério da Saúde. Assim, o tema potencializa valores cruciais para a harmonização social.
Ademais, a falta de estímulo do Estado apresenta relação íntima com a existência do cenário de doadores no país. Segundo a Constituição Federal de 1988, existe uma lei, a qual aborda que: todo cidadão tem direito à saúde, que deve ser garantida mediante políticas sociais. Entretanto, essa lei não é efetuada com sucesso, visto que há incentivo estatal insuficiente na área proposta. Nesse viés, de acordo com a OMS, em 2014, apenas 1,8% da população brasileira doou sangue. Por consequência, muitos enfermos enfrentam dificuldades para encontrar um doador compatível com seu tipo sanguíneo por conta da baixas taxa de doações. Logo, faz-se essencial a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Portanto, é necessário que o Ministério da saúde- corpo responsável pelo sistema de saúde brasileiro- preocupe-se com a população desfavorecida do país, com urgência, por meio do oferecimento de debates e palestras prestados por médicos, a fim de incentivar os cidadãos a doar sangue e aproximá-los dos benefícios de serem doadores. Paralelamente, a mídia- principal meio de propagação de informações- deve alertar os brasileiros sobre o auxílio gerado a partir da doação sanguínea, por meio de anúncios diários, com a finalidade de formar cidadãos informados. Consequentemente, transformando o Brasil em um país com indivíduos doadores de sangue.