Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/11/2021

O filósofo Arthur Schopenhauer, em seus estudos sobre os limites do campo visual, afirma que um ser humano se baseia-se apenas às suas próprias experiências, tornando-se socialmente cego para as mazelas sociais ao seu redor. Sob esse prisma, notam-se esses comportamentos na população brasileira, no que tangem os osbtáculos enfrentados para a doação de sangue no Brasil, tendo a falta de debate acerca do tema e a inobservância estatal na publicidade como causas relevantes na piora do problema.

Nesse cenário, salienta-se como causa latente da escassez na oferta voluntária de plasma sanguíneo, a inexistência de diálogo nas instituições de ensino, permitindo que a circulação de notícias falsas e, consequentemente, a apatia dos indivíduos, ocorra. Outrossim, de maneira análoga, Immanuel Kant discorre a respeito da libertação dos homens, a partir do esclarecimento, para que se promova a emancipação do pensamento e previna a comunidade de alienar-se. Portanto, por não se estimular jovens e crianças a desenvolver saberes sobre o tema, os índices de doadores tendem a diminuir com o passar do tempo, prejudicando a dinâmica do sistema de saúde no território brasileiro.

Ademais, é válido ressaltar, que a falta de atenção dos governantes na propagação informacional a respeito da oferta da doação de sangue coopera no agravo dos baixos níveis no estoque de bolsas nos hemocentros do país ao longo do ano, uma vez que as publicidades realizadas por órgãos responsáveis ​​não têm alcance suficiente para promover um aumento nos números de doadores, nem para expor as fake news. Nesse sentido, o filósofo liberalista John Locke afirma, em sua tese do contrato social, que é um dever do Estado garantir a igualdade de acesso a saúde para todos, ainda que seja preciso fazer uso e outros modais, como os veículos de comunicação, para que isso ocorra. Todavia, no contexto atual, vê-se que isso não ocorre com veemência, dificultando no tratamento de muitos indivíduos que dependem dessas contribuições para viver.

Dessarte, é necessário que o Governo Federal, como órgão atuante em máxima administração executiva, possa agir em prol das minorias brasileiras, por meio da implementação de palestras nas escolas, voltadas à comunidade, com a participação de profissonais da saúde para que explícitem acerca de como ocorre o processo voluntário e os impacos gerados na vida dos doentes, bem como, sejam veículadas nas redes sociais e na televisão, vídeos publicitários explicativos, com dados e instruções do procedimento. Logo, será possível estabelecer a reflexão a respeito da temática, além de estimular a população a tornar-se ativa na doação de sangue, aumentando o volume dos estoques e ajudando aqueles que necessitam.