Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/11/2021
A novela mexicana “Carrossel” retratou como os pais de Cirilo salvaram a vida da mãe de Maria Joaquina com uma transfusão de sangue. Nesse sentido, percebe-se a importância desse hábito crucial para a sociedade brasileira, que, contudo, ainda precisa ultrapassar muitos obstáculos para se efetivar no país. Com isso, nota-se a estigmatização de tal ato como fator que impede a percepção dos benefícios atrelados ao mesmo. Logo, é preciso que mais informações sobre o tema sejam fornecidas à população do Brasil.
Em primeiro plano, deve se entender como os estigmas relacionados à doação de sangue são empecilhos para a nação. Desse modo, pode se pensar na epidemia de HIV de 1980 como criadora de muitos receios que atingem o corpo social, já que a doença é transmissível por agulhas contaminadas. Exemplificando, além de contrair enfermidades, muitos temem dores, insalubridade, infecções e outras deploráveis consequências. No entanto, tem-se um ótimo cuidado para que essa prática seja a mais higiênica e segura possível, demonstrando o quão necessário é informar os cidadãos para aumentar o número de doadores. Assim sendo, a falta de conhecimento é um terrível obstáculo para difundir a vital atitude da transfusão.
Ademais, é coerente colocar que existem diversos benefícios provindos dessa prática. Sob esse viés, o Ministério da Saúde divulgou que uma única bolsa de sangue pode salvar de três a quatro vidas, pois seus diferentes componentes — como glóbulos brancos e vermelhos — podem ser utilizados individualmente após o processo de centrifugação. Dessa forma, divulgar as muitíssimas vantagens é interessante para incrementar o número de contribuintes, os quais representam uma parcela pequena da população. Afinal, é mister que o governo procure garantir o bem-estar dos indivíduos da nação, o qual é dificultado pela escassez do sangue disponível para procedimentos médicos.
Portanto, faz-se nítido que os obstáculos acerca das transfusões sanguíneas podem ser superados mediante a informação. Por isso, o Ministério da Educação, responsável pela formação de jovens, deverá aliar-se ao Ministério da Saúde para criar um plano de esclarecimento sobre a doação de sangue. Em suma, por meio de palestras e aulas em escolas de ensino médio, em matérias como Biologia e Química, será possível criar jovens mais conscientes, que possam se tornar doadores. Finalmente, utilizando do conhecimento dos benefícios dessa atitude tão solidária, mais vidas poderão ser salvas, tal qual os pais de Cirilo fizeram com a mãe de Maria Joaquina.