Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 17/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante para o país, garante a todos os indivíduos o direito a saúde. No entanto, observa-se alguns obstáculos para a doação de sangue no Brasil, na qual impossibilita que a garantia de saúde para todos os cidadãos seja concretizada. Diante disso, é necessário que medidas sejam tomadas com o intuito de amenizar o ocorrido, que é motivado pela discriminação social com alguns doadores e pela carência de informações sobre a importância dessa prática.

A princípio, é fulcral pontual que o preconceito no ambiente de doação ainda é um empecilho a aqueles que desejam doar sangue. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, relações homoafetivas são consideradas um risco, uma vez que ficam mais favoraveis as doenças sexualmente transmitiveis. Nessa lógica, heterossexuais que já tenham tido relações sexuais não poderiam ser também doadores, mas vê-se que essa restrição cabe apenas aos homossexuais. Desse modo, fica evidente que essas exigências, infelizmente, são resultados da discriminação por identidade de gênero.

Ademais, é importante destacar que a desinformação da população atenua a iniciativa de doação. Segundo o filósofo Nicolau Maquiavel, para se manter no poder, os governantes devem atuar em busca do bem universal. Entretanto, no contexto brasileiro, a carência de informação nas escolas e em lugares públicos faz com que a sociedade não entenda a importância de tal prática. Logo, é inadmissível a persistência desse quadro, tendo em vista que a precariedade educacional, sobre a saúde ao todo, vai de encontro aos princípios do Estado.

Portanto, é necessário que sejam tomadas providências para conter o avanço da problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, aumentar a fiscalização e capacitar os profissionais, de forma que saibam lidam com diferentes orientações sexuais no centro de doação. Além disso, é importante que o Ministério da educação, por meio das verbas, elabore campanhas e projetos interativos, tanto nas escolas quanto em lugares públicos, de forma que aumente o número de doadores no Brasil. Assim, a sociedade alcançará o bem universal.