Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 17/11/2021
No seriado “Sob pressão”, da TV Globo, é descrita a necessidade de apoio com os hemocentros brasileiros. Durante a narrativa, a autora aborda a falta de conscientização da população e expõe os estigmas associados para com a doação de sangue no Brasil. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade brasileira não está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que a falta de doadores de sangue é uma verdade atual em terras tupiniquins. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela visão discriminatória e pela falta de empatia.
De início, não há como promover informações em uma sociedade marcada pela fome. Durante o Brasil Colônia, período histórico do século XVI, com a valorização e exploração de escravos, o acesso aos recursos hospitalares eram destinados apenas aos aristocratas -organização formada pelos nobres-. Entretanto, tais influências do período histórico não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que os critérios para doação de sangue são rigorosos e excluem 21% da população brasileira, de acordo com a revista Veja, publicada em 2019. Nesse viés, a falta de conhecimento e compreensão sobre a gravidade do assunto faz com que a visão preconceituosa para com alguns grupos sociais atrase ainda mais o ingresso da população aos hemocentros brasileiros .
Além disso, destaca-se que a sociedade brasileira desconhece a importância de doar sangue. Isso porque, historicamente, os governos tratam os pacientes que necessitam de doação como prioridades, o que as condenam, muitas vezes, a continuarem à mercê das filas de espera. Nesse sentido, mediante ao cenário catastrófico da ignorância humana, a fila de espera de doadores dos hospitais brasileiros cresceram exponencialmente de acordo com a materia divulgada pelo jornal Data folha, 2018. Outrossim, em uma reportagem do programa Fantástico, 2020, foi abordado que a falta de doação de sangue provém da escassez de outra cultura: a da empatia. Logo, enquanto a carência de afeto se mantiver, o Brasil será impossibilitado de ter uma cultura de doadores.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo Federal, em parceria com órgãos midiáticos, deve promover campanhas que enfatizem a importância da doação de sangue, o que valoriza, desse modo, a conscientização acerca da necessidade de doadores para casos extremos e de urgência, seus benefícios e utilização para com os enfermos. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado nas redes sociais e em propagandas na televisão, o que gera mais comoção e empatia da população brasileira. Desse modo, exemplos como o do filme serão menores e o índice de doadores no Brasil maior.