Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Para o filósofo Jean-Paul Sartre cabe ao ser humano escolher suas ações pois é livre e responsável. Porém, a ação humana tem se mostrado irresponsável quanto a doação de sangue no Brasil, que está em estado de defasagem e não supre as necessidades hospitalares. Nesse sentido, observa-se um delicado problema que tem como causas, dentre muitas, a influência da mentalidade social e falta de ação política perante o assunto.
Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante a persuasão dos aspectos sociais. Segundo a filosofia de Émile Durkheim, “o homem, maior que formador da sociedade, é produto dela”. De fato, a ação individual resulta de um coletivo problemático quanto a doação de sangue, visto que a obsolência da mentalidade social resulta na falta de incentivo e a postergação de tal ação. Assim, sem uma lógica que permita fazer escolhas com o bom senso, o problema continua.
Além disso, vale ressaltar que a omissão governamental afeta fortemente o problema. O filósofo Thomas Hobbes salienta que o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Todavia, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto a doação sanguínea, dado que a relegação do Governo perante essa necessidade ocasiona a falta de priorização do tema pelas grandes massas. Dessarte, para que tal bem-estar seja usufruído, urge que o Estado saia da inércia que se encontra.
Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema hospitalar que afeta inúmeros pacientes. Para isso, o SUS deve criar campanhas de incentivo, por meio anúncios e propagandas nas grandes mídia, a fim de reverter a ineficiência governamental e melhorar as condições enfrentadas pelos pacientes e profissionais de saúde. Tal ação pode, ainda, contar com a ingestão de incentivo para influenciadores digitais, buscando aumentar o alcance da campanha.