Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 07/03/2022
Segundo Durkheim, a “solidaridade social” é construída através da consciência coletiva, isto é, a ligação entre as pessoas acontece por meio da formação dos valores em comum. No entanto, não é possível observar essa conexão na população brasileira diante dos bancos de sangue escassos. Dessa forma, a desinformação e postos de coletas insuficientes se apresentam como obstáculos para a doação de sangue no país.
Nessa perspectiva, a carência de sangue interrompe transplantes, cirurgias, tratamentos de doenças hematológicas e outros procedimentos médicos. Logo, isso acontece à medida que há grande circulação de notícias falsas e baixo investimento em combater a desinformação sobre a doação de sangue através de propagandas e meios informativos, como jornais.
Além disso, de acordo com um levantamento do Ministério da Saúde, apenas 1,4% dos brasileiros, são doadores regulares. Assim, os dados são resultado da ausência de uma logística que acompanhe o fluxo da população, quer dizer, os postos de coleta se concentram nas grandes cidades e só abrem no horário comercial. Em virtude disso, são empecilhos para indivíduos que moram longe dos centros comerciais ou possuem ocupações durante o dia, como estudos e trabalhos.
Em síntese, cada vez mais, os hemocentros estão com baixas reservas de sangue, porquanto, muitos pacientes têm seus tratamentos interrompidos por causa da falta dele. Dessa maneira, é necessário que o Ministério da Saúde junto aos governos estaduais, intensifiquem as campanhas e propagandas por meio das mídias sociais e telivisivas, uma vez que possuem grandes audiências, a fim de conscientizar e estimular as pessoas a doarem sangue.