Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/06/2022
“Doar sangue é um ato de amor.” Essa frase, regularmente vista em campanhas de incentivo à doação de sangue no Brasil, por um lado, é bela e verdadeira. Contudo, a seletividade de quem pode ou não praticar esse ato, demonstra o contrário de amor e empatia, afinal, os homossexuais são impedidos de doarem sangue no país. Tal fator, somado à desinformação da sociedade a respeito da prática e da sua importância, são obstáculos que impedem o aumento de doadores nos hemocentros.
Conforme afirma o médico Draúzio Varela, no século passado, no qual ocorreu o surgimento da AIDS, a doença estava associada principalmente aos indivíduos homossexuais. No entanto, atualmente, com os avanços da ciência, tal afirmação foi desmentida. Porém, para o Ministério da Saúde, uma das regras para que a doação sanguínea seja realizada é a de que o indivíduo, sendo do sexo masculino, deve ter ficado no minímo 12 meses sem se relacionar com um homem. Essa restrição demonstra um preconceito enrraizado, e, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por conta dela, são perdidos 18,9 milhões de litros de sangue por ano.
Ademais, outro fator que impede as pessoas de doarem sangue é a desinformação e o medo. Segundo o site de notícias “R7”, alguns dos mitos em que a população acredita são o de que o doador perde peso, corre o risco de contrair doenças, adquire um vício em doar sangue, entre outros, sem embasamento cinetífico algum, que demonstram a falta de acesso a informação sobre o assunto em nossa sociedade.
Portanto, fica claro que medidas devem ser tomadas para aumentar o número de doadores. Para isso, o Poder Legislativo deve criar uma lei que exija que os hemocentros aceitem doações de homossexuais após passarem por exames
negativos de infeccções sexualmente transmissíveis, permitindo que eles possam doar se desejarem. Outrossim, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas televisivas e em suas redes sociais, que visem passar informações verídicas e informar a população sobre a doação de sangue. Dessa forma, o número de doadores irá aumentar, e o Brasil se tornará um país mais saúdavel.