Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 27/08/2022

Criada pela Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 garante o direito à vida, saúde e bem estar. Contudo, tais direitos são negados ao passo que segundo o Ministério da Saúde, a porcentagem de doadores de sangue no Brasil é de 1,6% e o indicado seria de 3 a 5%. Assim, nota-se que existe um baixo número de brasileiros que aderem a ideia de doação devido à desafios como falta de informação e a burocracia que assola o país, por isso, ações afirmativas são inadiáveis para mudar esse cenário.

Nesse sentido, é notório que a falta de informação limita a doação de sangue no país. Isso se deve à escassez de campanhas expositivas, explicando o processo, que além de simples, não expõe o doador à nenhum perigo. Dessarte, a adoção de propagandas seria positiva, uma vez de acordo com o site G1, muitas pessoas não doam por medo de adquirirem doenças como Aids e Hepatite. Entretanto, mesmo com os estigmas sendo desmentidos, há quem acredite que doar sangue possa emagrecer ou causar anemia. Logo, no que diz respeito à doação voluntária, a informação é parte necessária para que haja mudança na situação brasileira.

Outrossim, em 2017 cerca de 19 milhões de litros de sangue deixaram de ser coletados em decorrência da burocracia imposta à doação por homossexuais. Entretanto, esse entrave foi superado, já que em maio de 2020 o Supremo Tribunal Federal derrubou algumas restrições da Anvisa a esse respeito. Sem dúvida, o preconceito institucional compromete o avanço científico, pois existem mecanismos seguros para o descarte de material coletado de qualquer pessoa. Mesmo assim, pelo aceno afirmativo do STF ter sido concluído tardiamente, uma parcela da população LGBTQIA+ não sabe que tem autorização de doar e o pretenso doador ainda é colocada numa posição de constrangimento, que tem garantidas todas as prerrogativas dos direitos humanos.