Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 04/09/2022

Em meados do século XX, o escritor austríaco “Stefan Zweig” se mudou para o Brasil em razão da perseguição nazista, surpreendido com o potencial da nova casa, o europeu escreveu uma obra cujo título até hoje é repetido: “Brasil, País do futuro.” Todavia o autor não conheceu o país tupiniquim do século XXI, haja visto que, o corpo social é egoísta em relação à doação de sangue. Destarte, que o individualismo e a falta de informação ocasionam em um revés persistente.

Sob esse viés, cabe destacar que a falta de empatia gera uma nação individualista a qual não pratica solidariedade, já que não doa sangue. De maneira análoga, o trecho de uma publicidade musicada que se propaga na plataforma “YouTube” em uma campanha na colaboração da doação de sangue, chamado: “Seja um doador”, retrata: “se você salvar alguém hoje talvez amanhã quem será salvo é você, as pessoas precisam de sangue que correm por um doador, seja um doador”. Desse modo, o povo brasileiro destoa da música supracitada, já que o Ministério da Saúde divulgou que há, aproximadamente, 12% de brasileiros no registro de doadores de sangue.

Outrossim, os meios de comunicação têm forte papel em influenciar a coletividade para que a taxa dos doadores permaneça baixa. Da mesma forma, a “Escola de Frankfurt” traz a ideia da “Alienação Cultural”, a qual, a mídia deveria ter propagação de conhecimento de modo a divulgar conteúdos que salvam vidas como a doação sanguínea, todavia, os conteúdos midiáticos presentes são empobrecidos. Dessa maneira, enquanto as redes virtuais forem negligentes no que tange importante, uma sociedade sábia e intelectual será a exceção.

Portanto, medidas devem ser feitas para superar o imbróglio. Dessa maneira, a mídia deve promover a discussão sobre doação de sangue no Brasil para que o povo tenha empatia na coletividade, assim como o “Jingle” supracitado. Desse modo, o título de “Zweig” poderá, então, ser repetido.