Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 07/07/2023

Na animação “Moriarty: o patriota”, é retratada uma crítica à sociedade de classes, em que as mazelas sociais são consequências do comportamento do povo. De maneira análoga, tal conjuntura é retratado no Brasil ao se analisar as circunstâncias relacionadas a prática de doação de sangue, um problema resultante da displicência populacional diante do tema. Desse modo, constata-se um impasse motivado não só pela lacuna educacional, mas também pela omissão estatal.

Diante desse cenário, é válido destacar, antes de tudo, que a lacuna no ensino é uma peça chave do problema. Nesse sentido, segundo o pedagogo Paulo Freire, o sonho do oprimido é ser opressor quando a educação não é libertadora. Sob essa lógica, a premissa sobredita se aplica no contexto brasileiro, haja vista que parte da população, devido a má formação educacional, age de maneira individualista quanto a doação de sangue ocasionando a falta de bolsa de sangue nos bancos. Assim, a falha na educação permite a persistência da problemática no país.

Ademais, cabe analisar, ainda, a inércia estatal como agravante da situação. Sob essa perspectiva, segundo contrato social, de Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir os serviços necessários para o bem-estar do corpo social. No entanto, em solo brasileiro a ruptura deste contrato, visto que o governo não incentiva a prática de doação sanguínea e não investe na infraestrutura dos hemocentros fazendo com que haja um diversos entraves associados a isso. Desta maneira, é perceptível que a inércia governamental intensifica os empecilhos em relação a doação de sangue.

Infere-se portanto, a necessidade de mitigação do óbice em prol do bom funcionamento social. Destarte, com intuito de conter os entraves, demanda-se, urgentemente que o Tribunal de contas da união direcione capital que, por meio do intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em fóruns debate abertos ao público, afim de conscientizar a coletividade. Além disso, tal patrimônio deve ainda ser encaminhado para os hemocentros com intuito de melhorar as condições sanitárias. Dessa forma, atenuar-se-a, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da má formação educacional de negligência governamental, e a coletividade nacional se contraporá a da animação.