Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 16/08/2023
Materializando o altruísmo, a doação de sangue é tangenciada pela hombridade. Entretanto, no Brasil, o senso comum corrobora a falta de estoques dos bancos de sangue. Destarte, não só mitos biológicos acerca dessa benfeitoria, como também a comum realidade de escassez de armazéns garatem um sistema de solidariedade com deficiências.
Dessa maneira, com falhas no contrato social, a ausência de empatia vai de encontro à importância das doações. Por isso, analogamente ao conceito de solidariedade teorizado por Émile Durkheim, não há consciência de pertencimento do indivíduo para com o extrato social. Logo, considerando o valor dos bancos de sangue, os cidadãos devem compreender os reflexos positivos nos protocolos de terapia de enfermos.
Por conseguinte, visando ao incentivo às contribuições. Devem ser rompidas as inverdades propagadas pela tradição intelectual destituído de embasamento. Ademais, parafraseando Bertolt Brecht, o caos comum da falta frequente de sangue não deve ser normalizado, para que não passe a ser uma realidade imutável. Com isso, suposições do senso comum – como possíveis riscos aos organismos doadores e/ou impeditivos de doação -, e a impassibilidade social não serão precedentes para a carência desse material biológico.
Infere-se, portanto, que a fim de que hemocentros tenham manutenção suficiente de abastecimento, assiste ao Ministério da Saúde o dever de veicular conteúdos de incentivo à doação, por meio de informativos televisivos e virtuais que corrijam enganos e explicitem a real segurança e a necessidade da contribuição, com a intenção de assegurar tratamentos adequados aos pacientes. Outrossim, com o devido acesso a informações, os benefícios sociais aos donatários serão de consulta explícita. Por tudo isso, o meio sociológico estará garantindo a manutenção da fraternidade e da saúde.