Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/02/2024

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a cada cem pessoas somente duas são doadoras de sangue no Brasil, e isso é preocupante, visto que, o ideal proposto pela ONU era de, a cada cem pessoas, três a cinco sejam doadoras. Dessa forma, é evidente o quão necessário é, superar os obstáculos para a doação de sangue no Brasil, dado que, a falta de sangue nos bancos coloca a vida de muitas pessoas em risco. Em suma, os dois maiores obstáculos são: a falta de conscientização da população e o estigma feita por ela.

Em primeira análise, a falta de conscientização é um fator limitador para o aumento de doações de sangue no Brasil. Pois, conforme diz a pensadora brasileira Cissa Souza, “O mundo é o reflexo de como está a ‘consciêntização’ da humanidade!”. Semelhantemente, a pesquisa mostrada pela ONU é um reflexo da desinformação sobre a importância da contribuição sanguinea. A exemplo disso, vê-se o quão pouco é ensinado nas escolas sobre essa contribuição. Porquanto, é preciso formar doadores com responsabilidade social e voluntárias, que saibam o real valor dessa solidariedade.

Em segunda análise, infelizmente, existem alguns mitos em relação à doação de sangue. Como exemplo, na década de 80, quando o fenômeno da aids surgiu em todo o mundo, rotulavam como “peste gay”, uma vez que, os casos de aids que tinham maior notoriedade pública invariavelmente estavam relacionados aos homossexuais. Sendo assim, passaram a ser definidos como “grupo de risco” para a doação sanguinea. Atualmente, sabe-se que todas as pessoas têm essa possibilidade de contaminação. Analogamente, alguns mitos ainda são divulgados pela sociedade, como ganhar peso depois de fazer a doação, gravidas podem doar sangue e quem pegou Covid-19 não pode doar.

Destarte, os obstáculos enfretados no Brasil em relação ao tema abordado devem ser solucionados. Portanto, cabe ao Estado- com sua alta qualificação- sensibilizar a população sobre a relevância da doação e divulgar os estigmas feito pela sociedade, por meio das redes sociais, como Intagram e Facebook, e dos institutos escolares. A fim de, informar a população sobre os benefícios da doação e erradicalizar os mitos, cumprindo os requisitos proposto pela ONU.