Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 05/02/2024
Segundo a Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Nessa perspectiva, a doação de sangue é um ato de solidariedade que pode salvar diversas vidas, mas que por diversos empecilhos, como a desinformação e o preconceito, tem atingido um baixo nível de contribuição.
Em primeiro lugar, pode-se afirmar que a desinformação é um grande fator limitante para a doação de sangue no Brasil. A falta de disseminação da informação acerca do assunto por grandes veículos midiáticos contribui para que a população tenha resistência em prestar essa ação, pois não há campanhas publicitárias suficientes que expliquem e incentivem a doação. Assim, percebe-se que a informação é uma condição indispensável para que as pessoas se tornem doadoras frequentes.
Ademais, o preconceito acerca do público que pode realizar a doação é também um obstáculo para sua efetividade. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Farmácia do Paraná mostrou que ainda há um grande estigma sobre as doações feitas por pessoas da comunidade LGBT, já que nos anos 80 eram considerados um “grupo de risco” pelos crescentes casos de AIDS nesses indivíduos. Entretanto, a orientação sexual deixou de ser uma condição limitante para a doação após o STF derrubar restrições da Anvisa a esse respeito, uma vez que os avanços tecnológicos permitem a testagem do material coletado e seu descarte em caso de detecção de doenças.
Logo, medidas preventivas devem ser tomadas para a redução de obstáculos que interferem na doação de sangue. Portanto, a mídia, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve divulgar campanhas informativas sobre a necessidade da doação e também sobre os procedimentos de segurança que garantem a qualidade da coleta, incentivando assim a população em sua totalidade, de forma que o direito previsto anteriormente pela Constituição Federal seja concretizado.