Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 24/07/2024
“A água de boa qualidade é como a saúde e a liberdade: Só tem valor quando acaba”, diante da fala do médico João Guimarães Rosa, percebe-se o quão crucial é a compartilhamento de sangue para a sociedade. No entanto, a maioria dos brasileiros não dá a devida atenção à essa problemática até que necessitem de doação. É essencial, portanto, compreender os obstáculos que geram o desinteresse por parte da população e as restrições que impacam o seu acesso.
Diante desse cenário, é preciso analisar o comportamento social, levando em consideração dúvidas que podem surgir devido ao medo, a falta de interesse ou a dificuldade de alcance dos bancos de sangue. Segundo o escritor alemão, Goethe, “nada no mundo é mais assutador que a ignorância humana”, a desinformação das pessoas é uma das principais causas do retraso ao auxílio de vida, por crenças que doar pode ocasionar em problemas de saúde. Além da difícil locomoção de voluntários até grandes centros de sáude, logo, é importante criar medidas para melhorar a acessibilidade dos doadores e combater esses estigmas.
Em uma segunda análise, necessário compreender os preconecitos que impedem a doação de certos individuos, por exemplo, os negros e, especialmente, os homossexuais do sexo masculino, que costumavam ser considerados portadores de vírus HIV. No entanto, somente em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou essas restrições contra cidadãos “LGBTQIA+”, é essencial entendender o peso historico que envolve essa problemática nos dias atuais, considerando que mais de 15 milhões de litros de sangue foram desperdiçados. Portanto, é crucial abordar esse assunto com sensibilidade e buscar soluções.
Partanto, nota-se o carecimento de atenção aos obstácules relacionados ao ato de partilhar sangue, e a indiferença das pessoas per assuntos banais só é deixada de lado quando há uma necessidade real, segundo João Guimarães. Sendo assim, é fundamental que Ministério da Saúde, em conjunto com o Sistema Único de Saúde (SUS), leve o sistema de coleta e lugares de difícil a cesso por meio de atendimento ambulátorio. Além disso, é importante que a mídia reforce a luta contra a disseminação de crenças equivocadas. Dessa forma, pode-se criar um sistema mais coletivo e acessivel, aumentando, como recultado, o índice de doação.