Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 11/04/2025
O número de doadores de sangue no Brasil consiste na metade do que se recomenda a OMS, segundo o Jornal Hoje. Tal notícia gera preocupação, visto que atualmente o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking de países mais populosos do mundo. É necessário compreender as causas desse grave problema que acomete o país, cabe também, avaliar quais impáctos futuros podem ser gerados considerando os avanços da medicina no país.
É notória a escassez de campanhas criadas com o intuito de incentivar a doação de sangue. Grande parte da população se quer tem ciência dos desafios enfrentados pelos hemocentros de suas cidades, muitas dessas pessoas se mostram dispostas a doar, porém falta incentivo por parte do governo, uma vez que, segundo o artigo 196 da Constituição, é dever do Estado promover o acesso do cidadão a saúde. Outro agravante da situação, é a exclusão de grupos homoafetivos da lista de potenciais doares, mais precisamente de homens gays, reforçando ainda mais a visão esteriotipada que associa o grupo a AIDS e outras ISTs.
Com o envelhecimento da população, cresce o número de pessoas que necessitam de transfusões, mas o número de doares ativos tende a cair, pois a maioria está na faixa etária mais jovem. Ademais, a escassez nos hemocentros pode gerar atrasos nas pesquisas médicas avançadas que utilizam sangue para as testagens, comprometendo o crescimento da saúde.
A fim de solucionar o problema, devem ser feitas pelo Ministério da Saúde, campanhas de incentivo por meio das redes sociais e propagandas televisivas, principalmente nos períodos de fim de ano, onde o movimento de pessoas nos hemocentros tende a baixar por conta de festas, viagens e doenças como a gripe. Essa medida aumentaria a taxa de doadores, acabando com o déficit nesse setor.