Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 22/08/2022
Desde os primórdios a mulher é vista como um ser inferior, sendo designada apenas para os afazeres domésticos. Desse mesmo modo, em Atenas, onde surgiu as Olímpiadas, as mulheres não podiam participar nem na organização, muito menos competindo. Atualmente, muita coisa mudou e já existem mulheres se destacando em diversos esportes, como é o caso de Marta, jogadora brasileira de futebol. No entanto, a sociedade ainda não superou esse estigma, além de ser mais dificil para as mulheres entrarem nesse meio competitivo, a valorização das atletas é inferior quando comparada aos homens.
Nesse sentido, vale destacar que culturalmente as meninas desde novas são ensinadas a cuidar da casa e dos filhos, tal prerrogativa se encontra já nas escolhas dos brinquedos. Entre bonecas e panelinhas, num piscar de olhos as garotas estão dedicando parte do seu tempo aos cuidados da casa. Conforme aponta o IBGE, as mulheres empregam, em média, cerca de dez horas a mais que os homens na execução de tarefas domésticas. Logo, possuem muito menos tempo para prática de atividades físicas, o que míngua o mercado desportivo feminino.
Ademais, mesmo vencendo essas barreiras, o mercado é extremamente desigual. À exemplificar, a atleta Marta, que já foi eleita 6 vezes melhor jogadora do mundo, recebe menos de 1% do salário do jogador Neymar, segundo o jornal O Globo. Assim, levando-se em conta que a grande maioria das mulheres vai ganhar ainda menos que a Marta, o meio se torna de pouco interesse, o que não deveria acontecer tendo em vista que a igualdade de genêro é um direito humano básico, contido da Constituição Brasileira.
Diante do exposto, fica clara a necessidade de uma intervenção do Estado, que é responsável por garantir o cumprimento das leis vigentes no país. Por isso, o governo, através do Ministério da Educação, deveria promover um projeto nacional de esporte feminino, que além da competição, gerasse um meio propício a entrada no mercado, com olheiros e patrocinadores. Além disso, deveriam fazer, em parceria com a imprensa, campanhas midiáticas de valorização da mulher atleta, incentivando os responsáveis a investir na carreira das meninas e explicitando que os cuidados da casa são de responsabilidade de ambos os gêneros.