Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 22/08/2022

A série de TV “A League of Their Own” mostra a dificuldade de um time feminino de beiseball da década de 40 em serem levadas à sério como atletas. Hodiernamente, o infortúnio do time ficctício ainda é visto, uma vez que os obstáculos para a inserção das mulheres no mundo dos esporte, que é dominado pelo machismo, não se distância do que era visto em 1940. Essa realidade se dá pela estrutura misógina e pouco mutável do cenário esportivo, em conjunto com o pouco debate acerca do tema.

Primeiramente, ressalta-se a percepção do esporte como área masculina como um desafio. Os jogos, em sua forma mais antiga, eram somente praticados por homens, enquanto as mulheres eram designadas a ficarem nas arquibancadas torcendo por seus maridos. E tal cenário não se difere do atual. Segundo dados divulgados pelo site G1, apenas 20% dos profissionais são mulheres, que são, injustamente, menos pagas quando comparadas aos homens, e dessas, 80% relataram já terem sido desmotivadas de continuarem praticando esportes. Logo, com a imutabilidade da tendência machista no meio, o obstáculo permanecerá.

Ademais, a falta de debate sobre metódos de inserção das mulheres nos desportes representa outro entrave. De acordo com Habermas, sociólogo da Escola de Frankfurt, a palavra é uma verdadeira forma de ação. Consequentemente, sem que hajam discussões acerca da discriminação do gênero feminino no cenário esportivo, juntamente com o debate de formas de fazê-las serem agregadas nele, as atletas seguirão sem terem formas de se provarem como profissionais, semelhante ao caso do time ficctício de “A League Of Their Own”.

Portanto, é imprescindível que o poder público crie políticas públicas que inspecionem e garantam a seguridade das mulheres na área dos desportos, por meio de projetos de leis que proíbam qualquer tipo de discriminação contra elas, a fim de que a misoginia do campo seja penalizada. Além disso, é necessária a promoção de palestras em locais públicos, ministradas por profissionais do âmbito, para informar à população do preconceito sofrido pelas praticantes esportivas, com o intuíto de mudar a percepção dessa. Só assim a ficção se desvinculará da realidade.