Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 23/08/2022

Historicamente, o machismo existente fora responsável por moldar as relações e ideologias femininas em sociedade, por exemplo com os falsos ideais de que as mulheres devem permanecer no âmbito doméstico, a não capacidade de realizar as mesmas funções que os homens em determinadas áreas e a obrigatoriedade perante a maternidade/ casamento. Assim, os obstáculos para a inserção das mulheres no cenário esportivo, refere-se à falta de empatia e ao padrão social de diminuir a ambição das mulheres a fim de atender as expectativas dos homens.

Nesse sentido, o filósofo Immanuel Kant intitulou o termo “Imperativo Categórico” que define-se como a capacidade do homem em discernir para realizar determinado ato e o transformar em uma moral que possa ser estabelecida cotidianamente. Logo, a questão perante os obstáculos para a inserção das mulheres no cenário esportivo ocorre pela falta de empatia dos administradores da prática, em maioria homens, os quais não realizam a implementação de uma moral edificante socialmente, capaz de promover o bem estar da generalidade a partir da valorização profissional e abertura de oportunidades para mais mulheres.

Outrossim, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, militante da causa feminista, disse: “Nós dizemos as garotas vocês podem ter ambição mas não muita, vocês devem ter ânsia para serem bem sucedidas mas não muito bem sucedidas, caso contrário você vai ameaçar o homem”. Portanto, o obstáculo para a inclusão das mulheres nos esportes, refere-se ao padrão de ensinamentos machistas que estruturalmente formaram a vivência das jovens, as quais aprenderam que devem equilibrar seus interesses profissionais a partir das expectativas masculinas, como ocorre no cenário esportivo, visto que a seleção, análise, vestimenta específica e o salário são áreas controladas pelos homens da seleção.

Em suma, para melhorar o quadro atual é imperioso que o Ministério da Educação promova campanhas de conscientização nas escolas públicas e privadas. Para realizar tal ação o governo deve enviar agentes, como psicólogos e cientistas sociais, a fim de realizar palestras para auxiliar os estudantes no combater a falta de empatia - Kant- e o machismo -Chimamanda-. Somente assim, ocorrerá a valorização definitiva das mulheres no cenário esportivo.