Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 19/09/2022

“Homem não vai na cozinha, que é lugar só de Mulher”. Nesse trecho da música “Baião de dois”, Luiz Gonzaga resume a realidade da mulher em um período não tão distante. Embora as mulheres tenham conquistados muitos espaços na sociedade, atualmente elas enfrentam desafios para se inserirem no cenário esportivo. Isso ocorre devido ao machismo estrutural e à falta de investimento financeiro nessa área.

De início, é necessário citar que o machismo estrutural da sociedade é um fator que dificulta a inserção de mulheres nesse desporto. Uma evidência disso foi a judoca Mayra Aguiar, medalhista de bronze nas Olimpíadas, ter escutado que Judô é esporte de homem. Dessa forma, esse preconceito enraizado impede que mulheres avancem na conquista de espaços cada vez mais importantes que garantam não apenas uma fonte de subsistência como uma saúde digna, valores consolidados na Carta Magna do país.

Posteriormente, é imperioso ressaltar a falta de investimento financeiro nos esportes femininos. Nesse aspecto, têm-se o exemplo da jogadora Marta que recebe, em comparação, apenas 1% do salário do jogador brasileiro Neymar - conforme matéria do jornal O Globo. Essa discrepância salarial é uma critica do filósofo John Locke, que afirmou que o Estado deve garantir a todos direitos e liberdades individuais, a fim de que exista igualdade material na sociedade.

Diante do exposto, levando em consideração os argumentos apresentados, urge que alguma medida seja realizada. Desse modo, cabe ao Legislativo Federal, por meio de uma lei nacional, fixar metas de investimento financeiro para todos os Estados e municípios do Brasil. Ademais, como agente fiscalizador, esse poder também deve avaliar e controlar o que está sendo executado nos entes federativo. Assim, tal feito tem como intuito proporcionar que a Lei Maior seja, de fato, obedecida; garantido às mulheres o esporte e as condições dignas para sua prática.