Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 01/09/2022
Na antiga cidade de Atenas, era considerado cidadão, apenas homens, atenienses, com 21 anos ou mais, e livres. Vê-se então, desde a antiguidade, uma sociedade machista, onde mulheres são privadas, desse e de tantos outros cenários, da participação no espetáculo esportivo. Isso dá-se, por conta de uma visão pré-estabelecida, de que tais atividades, são impróprias para mulheres. Logo, torna-se distante, uma realidade em que haja inclusão total, desse público.
É preciso ter em mente, que a inserção do público feminino no esporte, é reflexo de sua sociedade, no que diz respeito à separação de papeis sociais de cada gênero. Ópticas do tipo: “jogar bola é coisa de garoto, e brincar de casinha é coisa de meninas”, colaborou para o domínio masculino nas áreas esportivas, e a permanência das mulheres na base da pirâmide.
Entre tantos empencilhos para uma mulher pensar ou não em se inserir no ramo esportivo, a falta de remuneração é um forte aspecto a se considerar. Sabe-se que mulheres recebem menos do que homens, mesmo praticando os mesmos esportes. Marta, jogadora de futebol, segundo a Forbes, recebe anualmente o salário US$400 mil contra US$14,5 milhões de Neymar. Além disso, o esporte masculino, é mais reconhecido do que o feminino. Consequentemente, tem-se muitas vezes, a aceitação feminina, diante da exclusão. Levam-nas a repensar sobre a escolha de se introduzir, prosseguir nos esportes, ou não.
Logo, visando a inclusão e igualdade para as mulheres no meio esportivo, é necessário que a mídia, ao invés de diminuir o esporte feminino, passe a promove-lo, equiparando-o ao masculino. Ainda cabe à sociedade se mobilizar com o objetivo de ascender e pregar o reconhecimento das mulheres no cenário esportivo.