Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 29/08/2022

Coisa de homem e coisa de mulher

O filme norte-americano “King Richard: criando campeãs” é uma biografia das irmãs Williams, campeãs mundiais de tênis da atualidade. Conforme representado no longa, as meninas e mulheres têm seus obstáculos potencializados no ínicio da carreira esportiva, pelo machismo estruturado nas instituições, que perdura ainda que os meios de comunicação aproximou a relação entre atletas e o público.

De fato, o esporte começou a ser praticado no período da Grécia Antiga, quando as cidades-estados gregas se uniam para celebrar os Jogos Olímpicos. Igualmente, fruto da concepção de que as mulheres não eram cidadãs e, portanto, não tinham o direito de participar do evento, surgiu a ideia de que os esportes são destinados exclusivamente aos homens. Apesar de tal fato remontar à séculos atrás, este conceito permanece até os dias contemporâneos, se transformando num grande empecilho para a inserção de mulheres nesse universo esportivo.

Entrementes, com a invenção da televisão e sua popularização em meados da década de 50, a massa da sociedade passou a interagir mais com as competições esportivas. Por conseguinte, esse novo meio de comunicação auxiliou as atletas a ganharem visibilidade, pois a televisão demonstrou para o mundo que uma mulher pode praticar atividades físicas tão bem quanto um homem. Contudo, a inferiorização feminina, que está intrinsecamente inserida dentro do cenário esportivo, ainda dificulta o profissionalismo dessas mulheres, e as estagna na condição de atletas de segunda categoria, se comparadas ao setor masculino.

Em suma, o ambiente das atividades físicas e esportivas ainda sofre uma grande desigualdade de gênero e afeta diretamente o ingresso das profissionais mulheres no meio. Por isso, se faz necessário que o COI (Comitê Olímpico Internacional) incentive a participação de atletas do sexo feminino nas Olimpíadas, por meio da criação de regulamentos internos que aumente a cota percentual das mesmas. De modo que mais mulheres se realizem em suas carreiras e possam ser reconhecidas igualmente aos homens por suas habilidades; bem como não sejam rejeitadas somente por serem mulheres.