Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 13/09/2022
Segundo o artigo 5⁰ da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei. Entretanto, no Brasil, a constituinte é ignorada, uma vez que os estigmas cria-dos em relação as mulheres, dificultam a inserção delas no esporte. Nesse contex-to, percebe-se que a problemática é favorecida pela negligência estatal e o precon-ceito estrutural.
Nesse viés, vale ressaltar que a omissão do Estado contribui para permanência do problema. Conforme o pensamento do filósofo inglês Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Entretanto, considerando a falha go-vernamental em estabelecer de forma igualitária os direitos femininos, e em proje-tar o aumento de pessoas desse gênero no âmbito esportivo. Por exemplo, a maio-ria dos projetos esportivos nas escolas, como campeonatos de futebol ou de futsal, tem sua elaboração projetada apenas com jogadores masculinos.
Ademais, o preconceito estrutural é um dos principais agravadores do tema. Des-sa forma, a filósofa francesa Simone de Beauvoir, afirma que não se nasce mulher, torna-se mulher. De acordo com o pensamento da autora, a mulher é criada de a-cordo com estereótipos criados e submetidos a elas desde o nascimento. Assim, pessoas do sexo feminino que muitas vezes são considerados frágeis e afastadas dos esportes com a desculpa de que “pode se machucar” ou de que “lugar de mu lher é no fogão”, não passa de pensamentos usados para subjugá-la de forma pre-cipitada e indevida.
Diante do exposto, cabe ao Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério de Educação, criar projetos educativos que apresentem iniciativas inclusivas que promovam a equidade de gênero, por meio de escolas e veículos de comunicação. A fim de erradicar a desigualdade no esporte e desconstruir pensamentos arcaicos. Com tais medidas espera-se solucionar o problema.