Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 13/10/2022

Na série da Netflix “O Gambito da Rainha”, Beth Harmon é uma jovem jogadora de xadrez que se torna a primeira mulher campeã mundial. O que deveria ser comum, é algo completamente inusitado, mesmo na atualidade, milhões de mulheres não conseguem sequer se inserir no meio esportivo, mesmo tento aptidões físicas e intelectuais que as impulsionassem até o meio profissional. A falta de incentivo no seio familiar, o preconceito e os baixos salários, são fatores limitantes no ingresso feminino no esporte.

No Brasil, milhões de meninas gastam boa parte do seu dia em tarefas domésticas, em sua maioria, obrigadas pelos pais. Segundo o portal Globoesporte.com, as mulheres praticam 40 porcento menos que homens. No berço familiar, mulheres sofrem com o preconceito e a falta de incentivo de seus pais, enquanto eles apoiam meninos na prática de diversas modalidades esportivas, as jovens atletas são preteridas e desencorajadas a se dedicar ao meio esportivo apenas por serem do sexo feminino. Sendo assim, é notória a dificuldade que as garotas enfrentam, já no interior do nosso lar, sofrendo preconceito e sendo direcionadas a outras atividades.

A valorização profissional é um fator importante na escolha por uma profissão. Hoje enquanto vemos grandes esportistas masculinos recebendo salários astronômicos, a realidade feminina no esporte ainda é outra, milhares de valentes atletas nacionais, precisam complementar sua renda com outras profissões, prejudicando sua preparação e resultados nas competições. Tudo isso demonstra que várias atletas desistem no meio do caminho devido aos salários reduzidos.

Portanto, perdemos grandes atletas, quando não conseguimos inserir essas mulheres no esporte. Precisamos que o Ministério da Cidadania faça campanhas que incentivo ao ingresso feminino no meio competitivo, assim como, que o Governo Federal dê garantias de equiparação salarial entre os atletas de ambos os sexos por meio de lei, também é importante a grande mídia denunciar episódios de preconceito com mulheres no esporte. Só assim poderemos aumentar o número de mulheres no desporto e termos mais Beth Harmon’s surgindo no Brasil.