Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 13/10/2022

Na célebre obra “O Gambito da Rainha”, da Netflix, é retratada a história de Beth, uma menina órfã que encontra dificuldade de entar no mundo do xadrez, uma vez que ele era, em sua época, dominado por homens. Nesse sentido, analogamente ao retratado na ficção, observa-se a grave dificuldade de inclusão das mulheres no esporte. Isso ocorre ora pela ausência de incentivo governamental, ora pela mentalidade social coletiva.

Em primeiro lugar, a falta de políticas públicas inclusivas aumenta a barreira de acesso das mulheres ao mundo esportivo. Segundo o filósofo Rosseau, “o Estado se responsabiliza pelo estabelecimento de condições básicas promovendo, por conseguinte, o bem-estar do âmbito populacional”. Sob essa ótica, deveriam ser disponibilizadas, pelo poder público, ferramentas que possibilitassem ao público feminino optar por atividades esportivas, tais como: piso salarial igual aos dos homens e incentivo fiscal aos clubes formadores de atletas femininas. Dessa maneira, haveria diminuição das limitações estabelecidas e maior ingresso de mulheres aos desportos.

Além disso, a triste mentalidade machista difundida na sociedade aumenta os osbtáculos para inserção do sexo feminino no esporte. Émile Durkheim diz que “a solidariedade social é fruto da conciência coletiva”. Dessa forma, a manutenção de pensamentos de que meninas devem se ater a tarefas de casa e de que o futebol é coisa de menino, corroboram para que as dificuldades cresçam e afastem as mulheres do cenário esportivo.

Portanto, as barreiras para inclusão do público feminino no esporte devem ser superadas. Sendo assim, cabe ao Congresso Nacional, instituição responsável por legislar o país, promover igualdade salarial sem distinção de gênero no mundo esportivo, por meio da criação de leis, para que homens e mulheres sejam tratados de maneira semelhante. Espera-se, assim, que as meninas que sonham em ser esportistas não encontrem os obstáculos enfrentados por Beth na obra “O gambito da Rainha”.