Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 16/10/2022

No âmbio esportivo, assim como na maioria das áreas, as mulheres tiveram -e têm- que se esforçar, muitas vezes mais que os homens, para conseguir um espaço de destaque. Devido a falta de incentivo, seja financeiro seja emocional, o gênero feminino busca, incansavelmente, reconhecimento e igualdade. Além disso, por conta de uma sociedade ainda machista e patriarcal, essa parte da população deixa o esporte de lado para cuidar dos filhos ou por sofrer preconceito, visto que, em algumas ocasiões, taxam como algo somente do homem.

É importante analisar, a princípio, que o descaso com o esporte feminino é passado de séculos, uma vez que, se hoje a participação delas não é tão alta, antes era proibido. Assim sendo, por exemplo, em Atenas, na Grécia, a mulher não era permitida de ver ou participar de alguma forma das Olimpíadas, um dos principais campeonatos esportivos. Dessa maneira, enraizou-se um machismo de que essa gente não podia se inserir nessas competições, ou com desculpas que não teriam a mesma condição física dos homens ou que era só para eles.

Outrossim, ainda levando em consideração as raízes dessa sociedade excludente, a classe feminina que dedica-se a esportes variados, como futebol e basquete, não recebe o mesmo patrocínio que a masculina, tanto financeiramente de marcas quanto da própria população em geral. Pode-se exemplificar os jogos dos times feminil, que não conquistam a devida divulgação. Posto isso, gera um desinteresse das pessoas de assistir. Ademais, as jovens, pressionadas a ter filhos e uma família, abandonam esse seguimento de carreira, por não ganharem a mesma quantia que os homens e, por vezes, não servir de sustento.

Logo, o governo -principal responsável por igualitar a sociedade- deve, por meio de leis, impor que empresas esportivas direcionem uma considerável porcentagem a suas atletas mulheres, com o objetivo de patrociná-las e incentiva-las. Ademais, os canais de televisão, em especial os de sinal aberto, podem, através de contratos com marcas e clubes, transmitir jogos e campeonatos, para que assim seja mais divulgado e o caminho para que mais mulheres entrem nesse meio aumente.