Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 01/11/2022
Conforme previsto pela Constituição Federal de 1988 é dever do Estado e direito do cidadão brasileiro o pleno acesso à cidadania. Entretanto, tal cenáriose diverge da carta magna brasileira, uma vez que tal direito não é ofertado dignimente às mulheres. Isso ocorre devido à falta de investimento governamental e da estigmatização da população feminina e corrobora os obstáculos para inserção das mulheres no cenário espotivo brasileiro.
Sob tal perspectiva, o governo se torna um agente antidemocrático ao dificultar a emersão da mulher pela falta de verbas. Dessa forma, segundo o artigo 217 o Estado deve investir em práticas esportivas formais e informais de esportes, isto inclui a criação, a ampliação e a melhoria de polos esportivos e das quadras escolares. Além desse fator, o esporte é uma ferramenta que promove ascenção social, a exemplo disso tem a jogadora da seleção brasileira, Marta, a qual foi eleita 6 vezes a melhor jogadora do mundo e traz consigo uma história de resiliência.
Outrossim, o preconceito advindo das práticas esportivas femininas são vistas com inferioridade. Para exemplificar, essa segregação se dá desde a antiguidade na Grécia Antiga, quando as mulheres não podiam nem praticar e nem assistir aos jogos nos coliseus. Assim, ao decorrer do tempo as mulheres passaram a reinvidicar seus direitos e puderam exercer atividades físicas, mas com função recreativa, preparando-as para a maternidade. Diante disso, tal prática era vista como inadequada, além de julgá-las muito especificas para as mulheres além de usar a força para executar alguns movimentos.
Portanto, diante do exposto são necessárias medidas que atenuem a falta de investimentos e o estigma relacionado ao esporte feminino. Assim sendo, cabe ao Governo Federal por meio de políticias públicas criar centros esportivos avançados, nas periferias e nos centros urbanos, ofertando, tanto aos homens como para as mulheres práticas esportivas que possibilitem a inserção de jovens e adolescentes na carreira do esporte, tais medidas garantirão maior alcance da promoção à cidadania, a fim de tornar o acesso e a inserção ao esporte de forma igualitária. Além disso, os centros esportivos devem promover debates e mobilizações acerca da importância do público feminino nas práticas corporais.