Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 16/10/2022

O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, o fato de mulheres ainda encontrarem obstáculos de inserção no cenário esportivo, representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem como consequência a desmotivação profissional das mulheres nesse contexto e falta de patrocínio.

De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação à falta de inclusão. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar a um retorno imediato de capital político, negligência a conservação de direitos sociais indispensáveis, como o cumprimento da Lei de Incentivo ao Esporte. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua negligência de inserção no Brasil.

Por conseguinte, engendra-se a desmotivação em âmbito profissional. Posto isso, de acordo com as estatísticas, no Brasil, apenas 4 mulheres a cada 10 homens, praticam exercícios físicos. Diante de tal exposto, o sedentarismo e problemas de saúde também é acentuado. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, que é mister a atuação governamental no apoio para a inserção das mulheres no cenário esportivo. Assim, a fim de nivelar a igualdade, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente ao Ministério do Esporte, promover o cumprimento de leis. Tal ação deverá ocorrer por meio da fiscalização de cumprimento dos direitos, financiamento e patrocínio qa todos os clubes esportivos onde mulheres estejam procurando por ascensão na carreira, assim como há todos esses cuidados com a maioria dos clubes masculinos. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.