Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 21/10/2022
Pelo decreto-lei nº 3.199 de 14 de abril de 1941 as mulheres eram proibidas de praticar qualquer tipo de desporto incompatível com com suas condições de natu-reza. De maneira análoga a isso, hoje em dia, as mulheres continuam lutando por mais espaço no esporte. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de incentivo para as mulheres e o “atraso” das mesmas em relação aos ho-mens nas práticas esportivas.
Em primeira análise, é notório que as mulheres não estão em situação de pari-dade com os homens em nenhum aspecto, isso se torna mais evidente quando en-volve esportes. Por exemplo, no ano de 1965, apenas 57 anos atrás, o Concelho Na-cional de Desportos proibiu a prática de esportes como futebol, lutas de qualquer tipo, rugby, baseball, para as mulheres. Desso modo, nota-se o atraso que as mu-lheres no esporte enfrentam no dia a dia, segundo a ONG “Women in Sport”, 40% das mulheres que fazem parte da indústria esportiva já sofreram discriminação de gênero. Consoante a isso, vê-se que há muito a ser feito quando se fala sobre in- serção da mulher no esporte.
Por conseguinte, evidencia-se a falta de patrocínios e investimentos em projetos de auxílio à inserção da mulher no esporte. Segundo o PNUD, órgão da ONU, a prá-tica de exercícios físicos por parte das mulheres é 40% inferior aos homens, nota-se que não há incentivo para elas se interessarem por algum esporte. Sob essa óti-ca, a jogadora de futebol Marta, mesmo sendo a maior artilheira de todas as copas e eleita 6 vezes a melhor jogadora do mundo não tem as mesmas oportunidades e investimentos que um jogador regular. Desse modo, é nítido que as jogadoras de-veriam ter mais reconhecimento das autoridades e da mídia.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério do Es-porte, órgão do Governo Federal, deve propor um projeto de incentivo às atletas dos mais diversos esportes, por meio de um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos Deputados. Somente assim, os investimentos e oportunidades chegariam a mais desportistas femininas, incentivando outras mulheres a praticarem esportes, e até mesmo, tornar-se atletas profissionais.