Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 03/11/2022
Nas Olimpíadas de 2020, a skatista brasileira Rayssa Leal conquistou medalha de prata na modalidade Skate Street e incentivou diversas meninas à prática esportiva. No entanto, embora a representatividade feminina seja crescente no meio atlético, ainda há obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo. Nesse sentido, torna-se relevante discutir as lastimáveis causas da problemática pelas perspectivas histórica e social.
A princípio, faz-se necessário destacar a herança histórica do esporte como fator potencializador do empecilho. Na Grécia Antiga, a presença feminina era proibida nos Jogos Olímpicos ou em qualquer atividade desportiva. Desse modo, as mulheres eram limitadas aos deveres domésticos enquanto os homens eram incentivados a investir na vida atlética. Isso contribuiu para que fosse estabelecido, historicamente, um ideário que associa o esporte a um exercício exclusivo masculino, gerando, na conjuntura atual, dificuldades para que mulheres sejam aceitas e validadas no meio esportivo.
Outrossim, a ineficiência de políticas públicas que incentivem a participação feminina em competições contribui para a perpetuação do problema. Segundo o filósofo suíço Jean Jacques Rousseau, o Estado é responsável por oferecer condições básicas para o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, a falta de incentivo governamental no que tange à presença de mulheres em jogos e eventos esportivos afeta a visibilidade feminina e impossibilita que a prática do desporto ocorra em condições equitativas entre homens e mulheres. Dessa forma, o bem-estar social é afetado.
Logo, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da prolemática. Para isso, o Ministério da Cidadania e o Poder Executivo devem elaborar programas que garantam uma maior inserção feminina no cenário esportivo. Isso ocorrerá por meio de auxílios financeiros e patrocínios destinados a mulheres atletas com o intuito de incentivar, custear e manter a carreira profissional atlética, a fim de promover maior visibilidade e participação feminina no esporte. Assim, consolidar-se-á um Estado mais igualitário e que garante o bem-estar dos cidadãos.