Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 03/11/2022
No ano de 2019, pela primeira vez na história, a maior emissora da televisão brasileira, a Rede Globo, transmitiu a “Copa do Mundo FIFA de Futebol Feminino” que foi acompanhada por milhões de espectadores. Todavia, no cenário atual, a participação feminina nos esportes não é comum no Brasil, pois diversas mulheres sofrem com preconceitos e com falta de investimentos. Nesse sentido, deve-se debater e solucionar a ausência de inserção do gênero feminino nos esportes, pois isso efetivará diretos e permitirá uma maior contribuição feminina à sociedade.
Primeiramente, a persistência de preconceitos contra as mulheres é um entrave à participação delas nos esportes. Nesse viés, cabe ressaltar que na primeira metade do século passado, era criminalizado a presença feminina em práticas esportivas, como o futebol, além disso, os direitos femininos sempre foram concedidos de maneira tardia, a exemplo do voto feminino que foi conquistado apenas em 1930, no governo de Getúlio Vargas . Destarte, a presença de pensamentos machistas e misóginos na realidade brasileira impede que garantias constitucionais, como a liberdade e como o livre exercício de quaisquer profissões não sejam efetivadas.
Ademais, a ausência de mulheres nos esportes impede que elas contribuam para a sociedade. Nessa ótica, cabe ressaltar diversas mudanças na realidade estadunidense, tais como salários igualitários e direitos femininos ampliados, por meio de movimentos liderados pela jogadora de futebol Rapinoe -uma campeã do torneio mundial com a seleção dos Estados Unidos. Logo, a presença de pessoas do gênero feminino em esportes permite que elas tenham uma visibilidade maior e possam lutar por suas liberdades e alcançarem igualdades.
Portanto, urge que a ausência no cenário esportivo seja solucionada. Cabe ao Poder Executivo - que é responsável pela execução e criação de leis em território nacional - criar medidas que atenuem essa problemática, por meio da elaboração de emendas constitucionais que obriguem clubes e associações esportivas a terem um número mínimo de mulheres em suas delegações e, também, que impeçam remunerações diferentes entre os gêneros. Isso será feito a fim de inserir elas, com igualdade, no âmbito esportivo. Dessa forma, criar-se-á uma sociedade justa que concede direitos iguais às suas cidadãs e combate preconceitos do século passado.