Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 07/11/2022

Carlos Drummond de Andrade, em sua poesia “Cidade prevista”, idealiza uma sociedade harmônica e igualitária. No entanto, fora do mundo literário, há obstáculos na inserção de mulheres nas práticas esportivas, afastando assim, o sonho drummondiano. Ainda, nota-se que o machismo estrutural e a falta de incentivo à prática esportiva são fatores que contribuem para a problemática.

A princípio, sabe-se que as grandes lutas feministas sempre foram em prol do fim do patriarcado, porém, apesar dos direitos já conquistados, ainda há muito o que ser feito. Desse modo, segundo o disposto na Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, não havendo qualquer distinção de cor, raça ou gênero. Nesse viés, práticas machistas afastam as garantias constitucionais, uma vez que a ‘superioridade’ dos homens em relação às mulheres, tornam-as ‘inferiores’ a eles, a exemplo disso, tem-se o futebol, desde criança os meninos são ensinados a jogarem bola, a serem os atletas em destaque, enquanto as meninas são ensinadas a cuidar de bebês, fazer comidinha e a casar. Assim, fica evidente que a sociedade ainda precisa de muita luta e revolução para alcançar a igualdade.

Outrossim, desde a educação básica até o ensino médio, tem-se na escolaridade brasileira a prática da disciplina nomeada Educação Física, como forma de incentivo ao esporte. Entretanto, segundo dados divulgados pelo G1, em 2020 e 2021, não houve a prática educativa esportiva pelos alunos que estavam em casa, tendo aulas as aulas de forma remota. Desse modo, ficou evidente que ainda que houvesse na grade escolar tal disciplina, era dificultosa a sua realização longe das crianças, em nota a mesma reportagem citada, alguns professores disseram que havia risco de passar algumas atividades e os alunos se machucarem fazendo sozinhos, sem supervisão.

Diante o exposto, conclui-se que o incentivo esportivo está presente na educação brasileira, todavia, é preciso equiparar as práticas de ensino escolar e familiar. Cabe ao Ministério da Educação promover campanhas de incentivos à prática de esportes femininos nas escolas, seja por meio de jogos escolares ou competições olímpicas, para que as meninas sejam inseridas nessa prática, ainda, a família deve se atualizar no sentido de que mulher pode sim jogar bola.