Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 08/11/2022

Um estudo realizado pela UNESCO trouxe como resultado a constatação de que apenas 4% da mídia esportiva é dedicada a modalidades femininas. Isso é consequência da dificuldade que a mulher ainda enfrenta para ser inserida nos esportes em razão do machismo enraizado na sociedade e da desigualdade salarial.

Em primeiro plano, é necessário evidenciar o costume machista que persiste na comunidade. Infelizmente, essa situação é um reflexo da história do esporte, a qual se iniciou na Grécia. Em Atenas, as mulheres eram proibidas de participar, e até mesmo de assistir, dos jogos competitivos que tinha na polis. Houve uma evolução e o cenário atual é completamente diferente, no entanto, a essência do homem superior continua tendo raízes.

Em paralelo, indubitavelmente, existe uma grande diferença de salários entre o sexo masculino e o feminino, o que desistimula a atleta a seguir carreira. Segundo pesquisa realizada pela consultoria Sporting Intelligence em 2017, o salário máximo que uma mulher pode ganhar na liga profissional de basquete dos Estados Unidos é de US$105 mil, enquanto na liga masculina, o salário máximo é de US$25 milhões.

Sendo assim, caminhos precisam ser tomados para enfrentar esses obstáculos. Logo, as escolas devem incentivar, desde de cedo, a prática de atividades físicas para ambos os sexos, a fim de desconstruir o ideal machista de que o esporte é para homens. Ademais, o Governo deve investir mais em atletas mulheres, conferindo-lhes um salário justo e condições de seguir carreira.