Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 09/11/2022
A Constituição Federal de 1988, em suas linhas, garente direitos e oportunidades iguais a todos os cidadãos, independentemente de cor, raça, gênero e situação social. Entretanto, na realidade a situação é diferente, visto que no esporte as mulheres apresentam menores oportunidades de inserção e não possuem a igualdade salarial, por exemplo. Dessa forma, a problemática é agravada não só pela bagagem histórica da inserção da mulher na vida social, mas, também pela negligência estatal com a problemática.
A princípio, a tragetória histórica vivenciada pelas mulheres influencia a problemática dos dias atuais. Nesse contexto, durante a Revolução Francesa no século 18, houve a criação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, onde foram escritos os diretos dos indíviduos daquela sociedade, não incluindo em suas páginas as mulheres, os escravos e os estrangeiros. Em relação ao fato exposto, nota-se que a mulheres foram excluídas das sociedades antigas, o que afeta a sociedade atual, em que elas são desvalorizadas no âmbito esportivo, acentuando a desigualde de gênero no Brasil. Logo, a história das mulheres possui forte influência na cénario esportivo atual.
Vale ressaltar, ainda, que o descasso do Estado com a problemática é fator agravante do problema. Nesse sentido, segundo o “Contrato social” de Tomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem estar social. Em consonância com o pensamento apresentado, observa-se o papel fundamental do Estado na ressoluções dos problemas sociais, ou seja, sem a atenção e o investimento do governo as mulheres continuarão não inseridas, de forma igualitária, no cenário esportivo, o que cause a predominância masculina nessa área. Assim, a negligência estatal é fator agravante da problemática.
Dessarte, faz-se necessária a intervenção estatal. Dessa forma, a mídia, maior propulsor de informações da atualidade, deve tornar os veículos de informações esportivas mais igualitário. Para isso ser possível, a ação deve ser realizada por meio da divulgação de atletas e campeonatos femininos na mesma frequência dos torneios e atletas masculinos, a fim de tornar o esporte mais diversificado, e incentivar a prática pelas mulheres. Só assim, o problema poderar ser dirimido.