Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 10/11/2022
Na Grécia Antiga, as mulheres eram limitadas apenas a um espaço chamado gineceu, ou seja, impedidas de realizar qualquer exercício físico em público. Entretanto, entre a população masculina, no que tange às questões relacionadas ao cenário desportivo, a prática de atividades fisicas era altamente estimulada, vale a pena ressaltar as Olímpiadas-importante herança grega até os dias atuais. Tal exclusão de gênero ainda é evidenciada no atual cenário desportivo, pois, apesar de as mulheres não serem mais impedidas de competir enfrentam vários obstáculos. Nesse contexto percebe-se um complexo problema, que se enraíza devido às questões culturais e a falta de investimento em modalidades femininas.
Nesse cenário é preciso atentar para a herança cultural machista que é determinante para a persistência do problema. Apesar dos progressos observados nos esportes praticados por mulheres, a isonomia de gênero não é observada, pois ainda há desvalorização em comparação às categorias masculinas. Segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível entender porque há impecilhos para as mulheres no esporte, uma vez que as pessoas crescem inseridas em um contexto social machista, que valoriza as mulheres apenas no aspecto maternal. Dessa forma, as mulheres não são estimuladas a desenvolver suas habilidades físicas plenamente, o que contribui para a perpetuação dessa prática cultural.
Além disso, os precários investimentos em atletas e equipes femininas ainda é um grande impasse na resolução do problema. Nesse sentido, é valido exemplificar que assim como a Martha - considerada a melhor jogadora do mundo, ganha muito menos que o Neymar, craque brasileiro, no mesmo esporte, diversas mulheres não recebem visibilidade condizente com a mesma função realizada por um homem. Dessa forma, é necessário mudar essa realidade nada isonômica.
Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o Ministério das comunicações deve redirecionar verbas de maneira mais igualitária entre os gêneros esportivos. Da mesma forma que o setor público, o setor privado deve ser cobrado pelos consumidores a ampliar os investimentos em atletas femininas, afim de firmar a representatividade de gênero nos esportes, visto que auxiliaria na mudança da mentalidade sexista que impera na sociedade brasileira. A partir dessas ações espera-se reduzir os obstáculos das mulheres no cenário esportivo.