Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 11/03/2023
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito ao lazer, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado, quando se observa os desafios para inserção feminina nos esportes, ou seja, os estigmas da sociedade patriarcal que consequentemente inibem a participação de mulheres em cenários esportivos, dificultando deste modo a universalização desse direito social tão importante.
Em primeira análise, embora com uma queda aproxida de 7% na última década, a realização de atividades esportivas por homens é 60% superior às mulheres no país, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Desta forma, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito contra a participação feminina, em outras palavras, a oposição contra a cultura patriarcal, que defende a ideologia do gênero masculino como superior, portanto, mais apto para execuções de atividades físicas.
Ademais, é fundamental apontar a restrição da prática esportiva feminina, como consequência do pensamento composto por estigmas machistas na sociedade brasileira. Diante de tal asserção, as mulheres, ao decorrer dos anos, estão enfrentando diversos problemas para sua inserção justa neste contexto. Logo é inadmissível que este cenário continue a perdurar.
Compreende-se portanto, a necessidade de combater estes obstáculos, para isso, é imprescindível que o Ministério do Esporte, por intermédio de campanhas, promova a presença feminina nos esportes, isto é, divulguem diversas modalidades, nas quais as mulheres estão inseridas, em canais abertos da televisão, além das redes socias, a fim de promover uma igualdade para esta minoria, bem como a ispiração para os futuros talentos.