Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 14/04/2023
O formato do cenário esportivo atual claramente não abre espaço para as mulheres, que batalham diariamente com o intuito de conseguir mais oportunidade no esporte há muito tempo. Um dos principais problemas que isso gera é o preconceito, cultivando a ideia de que o sexo feminino é inferior ao masculino. Os maiores causadores disso são o machismo estrutural e a falta de incentivo, ambos relacionados à desigualdade de gênero.
Atualmente, o machismo já não é tão forte comparado com outrora. Porém, é inegável que ainda está presente na sociedade. Antigamente, era algo considerado normal, onde o homem saia para trabalhar e outros afazeres, enquanto a mulher ficava predominantemente em casa, realizando tarefas caseiras, sem nenhum tipo de lazer, e era constantemente oprimida por seu marido, no qual seu pai que escolheria com quem iria casar-se, cultura passada de geração à geração. Uma prova de que o sexo feminino não é inferior ao masculino foi na Segunda Guerra Mundial ( 1939-1945 ), onde a grande maioria dos homens foram para a guerra, e o mercado de trabalho tornou-se majoritariamente fêmeo, proporcionando uma grande conquista de espaço na sociedade.
Raros são os casos nos quais vemos mulheres influentes e grandes no esporte, que influenciam até no cenário masculino, pois quase sempre são os másculos que moldam o feminino. Isso também pode ser visto na questão do incentivo aos mesmos, uma vez que desde crianças, os garotos são estimulados a fazer atividades físicas e variados esportes. O mesmo não acontece com as garotas, que são ensinadas pela mãe como devem cumprir seu papel de cidadã e acabam não conseguindo entrar no cenário esportivo. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( PNUD ), as fêmeas realizam 40 % a menos de atletismo comparado aos machos, o que enfatiza e evendencia a desigualde de gênero no país.
Algumas atitudes tomadas pela CBF ou pelo ministério do esporte poderiam amenizar esses problemas, como campanhas de incentivo, investimentos na área, como CTs exclusivamente femininos para o desenvolvimento de futuras atletas.