Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 15/04/2023
É de conhecimento de todos, a predominância masculina na grande maioria dos esportes de hoje em dia. A prática de exercícios físicos por mulheres no país é 40% inferior aos homens, segundo o relatório “Movimento é Vida”, da PNUD, a presença feminina no meio ainda é muito apaga e desvalorizada por grande parte da sociedade, muito por causa de preconceito, ausência do trabalho de base para as mulheres visando formar atletas de forma cíclica, falta de profissionais qualificados na área, falta de interesse, investimentos e descaso dos clubes brasileiros.
Em 1979, o Brasil já era tricampeão mundial entre os homens, enquanto as mulheres ainda eram proibidas de jogar futebol. Muita coisa mudou e melhorou de lá pra cá, mas a disputa por espaço e disparidade ainda são muito visíveis, como na própria questão do salário (ligado também ao machismo e preconceito), em 2018 a diária que a CBF pagava para homens é de R$ 1.600, enquanto a de mulheres é de apenas R$ 250.
A cultura de não incentivar as mulheres aos esportes sempre foi muito forte e ligada as raízes da nossa sociedade, um dos fatores que explicam isso é o pouco acesso ao lazer devido às tarefas domésticas, que ocupam em média 20,5 horas semanais das mulheres, enquanto os homens gastam 10 horas por semana nas atividades de casa. Há também o mito de que esportes só são para homens, uma ideia falsa, que é martelada na nossa cabeça desde a infância, é também um desmobilizador gigante para meninas que estão na infância e tem interesse em esportes.
Existem muitas formas de trazer mais notoriedade e destaque para as mulheres no esporte (que infelizmente não são tão práticadas como deveriam), por exemplo, a valorização das mulheres já presentes no meio, através de propagandas e marketing não só de jogadoras incríveis como Marta Vieira da Silva (que tem uma história de vida incrível e que pode sevir de inspiração para muitas mulheres), mas também de jogos e times femininos. Desenvolver um planejamento estratégico para estruturar o futebol feminino da base ao profissional, também é fator que precisa sem trabalhado, para cada vez, mulheres tenham mais espaços nesse meio.